Web Summit Lisboa 2024: como usar a tecnologia a favor da experiência do cliente?
Atualmente, a capacidade de hiperpersonalização trazida pelo uso de dados e pela Inteligência Artificial cria novos modelos de...
Continue lendoO ano de 2026 trouxe um desafio orçamentário para o varejo brasileiro: o encarecimento da mídia paga. Desde janeiro, as plataformas do Meta Ads (Facebook e Instagram) repassaram os tributos federais (PIS/Cofins) e municipais (ISS) diretamente aos anunciantes.
Não se trata de um simples ajuste administrativo, e sim de um impacto direto nas despesas de marketing. Em média, o custo das campanhas subiu 12% – um aumento de despesas que, para varejistas que já operam com margens comprimidas e dependem excessivamente da aquisição de tráfego para bater metas, pode ser um desastre.
A lógica é implacável: se o custo de exibição dos anúncios tem um crescimento de 12% e a taxa de conversão do seu site permanecer igual, o Custo de Aquisição de Clientes (CAC) dispara.
Muitos players do e-commerce brasileiro cresceram sustentados por uma estratégia de “aluguel de audiência”: pagar repetidamente para trazer o mesmo consumidor para dentro da loja. Em um cenário de mídia barata, essa ineficiência era tolerável, embora indesejada. Entretanto, com o aumento de 12% dos custos de publicidade, insistir nesse modelo é diminuir ainda mais a lucratividade do negócio.
Tratar esse problema apenas como uma questão de mídia não adianta. Afinal de contas, não será possível cobrir o aumento de 12% dos custos apenas com criativos melhores ou segmentações mais caprichadas. Otimizar campanhas sempre é necessário, em qualquer situação, mas um gap estrutural de 12% não será compensado sem mexer na estrutura do negócio.
O problema do aumento do custo de publicidade leva a uma mudança na estratégia do varejo: a aquisição perde espaço para a retenção. A verdadeira solução não está em como você atrai o cliente, mas em como reter quem já chegou.
Um e-commerce convencional, focado em aquisição, entra em um ciclo vicioso:
Esse ciclo acontece por uma falha de gestão, que leva a empresa a investir várias vezes na tentativa de atrair a mesma pessoa, pagando cada vez mais caro por essa comunicação. O caminho precisa ser outro: o visitante que chega a partir de mídia paga pode até não converter em um primeiro momento, mas não pode continuar anônimo. É preciso acelerar a captura de dados primários (first-party data).
É nesse ponto que uma boa estratégia de CRM Marketing faz toda a diferença, deixando de ser uma ferramenta de suporte para se tornar protagonista de uma estratégia sustentável de crescimento. Mídia paga é volátil e tende a ser mais cara ao longo do tempo. A base de clientes fiéis ganha valor a cada interação, a um custo cada vez mais baixo.
Para que isso aconteça, é preciso transformar tráfego anônimo de visitantes em base identificada, capaz de ser recontatada para gerar interações e ser cada vez mais conhecida. Varejistas que integram a captura de dados a uma régua inteligente de relacionamento obtêm diversas vantagens:
Com um aumento de 12% no custo por clique do Meta ads, o retorno sobre o investimento de cada clique precisa ser muito maior. Por isso, a partir de agora, capturar o lead passa a ser condição inegociável. O marketing precisa aumentar sua capacidade de entregar a mensagem certa para cada cliente, atraindo-o e gerando valor.
Isso exige que a tecnologia de CRM Marketing esteja profundamente integrada à experiência de navegação. Não se trata apenas de incluir um pop-up de “assine a newsletter”, mas de desenvolver estratégias de captura comportamental, vitrines inteligentes e recuperação de carrinho via WhatsApp. Tudo operando em tempo real a partir das ações dos clientes.
O CRM Marketing da Wake permite que a orquestração de dados aconteça de forma fluida e estratégica. Com uma CDP proprietária, você centraliza o histórico do cliente e elimina a necessidade de ‘reaprender’ quem ele é a cada campanha. Essa inteligência permite segmentações precisas via matriz RFV, identificando desde o consumidor pronto para a compra até aquele em risco de churn. O resultado é uma drástica redução na dependência de mídia paga: mesmo sem novos investimentos em anúncios, sua base permanece ativa e acionável por meio de canais próprios como E-mail, WhatsApp e SMS.
O repasse de tributos do Meta Ads é um aviso ao mercado: a era do crescimento baseado puramente em mídia paga acabou. O varejista que entrar em 2026 sem uma estratégia robusta de CRM verá seu ROAS (Retorno sobre Investimento em Publicidade) diminuir mês a mês.
A resposta para driblar o aumento de custos não é parar de anunciar: é equilibrar a balança de custos X receitas. Usar a mídia paga para trazer clientes novos continua sendo necessário, mas com a inteligência de dados da Wake você não precisará mais pagar duas vezes para falar com o mesmo consumidor – e terá muito mais resultados.
Quer saber mais sobre a inteligência de dados da Wake? Fale com a gente!