O poder do Social Commerce: como as redes sociais viraram canais de venda
Social Commerce vai além da vitrine. Entenda como transformar redes sociais em canais de venda com alta conversão...
Continue lendoSe você acredita que escalar um e-commerce é só vender mais e colocar mais produtos no ar, está na hora de rever esse conceito. Crescer de verdade significa não travar o estoque, não colapsar a operação e ainda ainda manter o cliente feliz o suficiente para voltar.
No Fórum E-Commerce Brasil 2025, o painel “Construindo um e-commerce escalável: do estoque ao cashback” mostrou, com casos reais, como marcas de segmentos completamente diferentes estão conseguindo fazer isso na prática.
Mediado por André Viana, Diretor Comercial da Wake, o bate-papo reuniu Michel Tauil, CEO da BlueMan, Thiago Vicente, Vice-presidente de Vendas da CRMBonus e Luana Fabianski, Coordenadora de E-commerce da Balaroti, e trouxe um recado claro: escalar não é sorte, é método, e começa muito antes da venda acontecer.
O debate começou com um ponto que costuma travar a escalabilidade do varejo: a gestão de estoque.
Luana Fabianski trouxe a visão de um varejo tradicional como a Balaroti, que hoje tem presença digital forte. Ela explicou que a integração total dos estoques das lojas físicas com o e-commerce foi decisiva para crescer sem gerar ruptura.
Hoje, a empresa trabalha com 38 lojas integradas à Wake, incluindo o centro de distribuição, e gerencia mais de 50 mil SKUs ativos.
“Integrar tecnologia e pessoas foi o que nos permitiu dar visibilidade de estoque em tempo real. Foi um processo de amadurecimento grande mas que mudou a forma como atendemos o cliente”, contou.
Com um OMS integrado, a rede conseguiu oferecer uma experiência omnichannel mais consistente, reduzindo rupturas e aumentando conversão em canais digitais, especialmente no modelo compra online e retirada em loja.

Na moda, o desafio é outro: manter a experiência premium mesmo em picos de demanda.
Michel Tauil contou que, na BlueMan, alinhar logística e marketing é prioridade para que os prazos de entrega sejam mantidos, especialmente em períodos de alta sazonalidade como verão e lançamentos de coleção.
“Não adianta atrair tráfego se o produto não está pronto para ser entregue rápido. Escalar é conseguir vender mais sem perder a experiência que fez o cliente chegar até você.”
Além disso, Tauil explicou que a implementação de um OMS mudou completamente o fluxo da operação: antes, 100% dos pedidos eram enviados a partir do centro de distribuição; hoje, 80% das vendas saem direto das lojas.
Essa descentralização trouxe agilidade, mas também mais complexidade para controlar estoques. Para lidar com isso, a BlueMan passou a auditar 100% do estoque a cada dois meses e criou um sistema de bonificação para incentivar a acuracidade. A lógica é simples: manter o estoque certo significa manter o bônus no bolso.
Essa estratégia melhorou também a precisão de estoque e reduziu cancelamentos, garantindo que os picos de venda, como coleções de verão, sejam atendidos sem perder a experiência que mantém o cliente fiel.

Quando o assunto foi recorrência, Thiago Vicente, da CRMBonus, destacou o papel do cashback como alavanca de vendas futuras. Ele explicou que, diferente de um desconto pontual, o cashback mantém o cliente no ecossistema da marca e antecipa a próxima compra.
“Quando o cliente recebe crédito para usar, ele volta antes e geralmente compra mais do que o valor que tem disponível.”
Thiago citou exemplos de varejistas que conseguiram, com a estratégia, elevar a taxa de recompra e aumentar o ticket médio em um período curto, especialmente quando o benefício é personalizado conforme o perfil de compra.
Um ponto unânime no painel: não existe crescimento saudável sem dados integrados.
Para Luana, essa integração vai além do estoque: é sobre saber quais canais trazem clientes mais rentáveis, entender sazonalidades e prever demanda com antecedência. Na Balaroti, a integração com a Wake permite cruzar dados de estoque, vendas e comportamento do cliente, tornando a operação mais ágil para ajustar preços, promoções e reposição.
Na BlueMan, o monitoramento constante orienta decisões sobre mix de produtos, planejamento de compras e ações de marketing, garantindo eficiência mesmo com a operação descentralizada. Michel reforçou que ter uma visão centralizada de vendas, estoque e logística permite agir rápido e com mais segurança.
“Sem dados, você escala no escuro. Com dados, você sabe onde investir e onde ajustar para crescer com lucro.”
Encerrando o painel, os especialistas deixaram um passo a passo para quem quer crescer com sustentabilidade:
Escalar é mais do que crescer em faturamento, é fazer isso mantendo margens, operação saudável e clientes fiéis. Com estoque integrado e inteligente, operações ágeis, cashback bem planejado e decisões orientadas por dados, o crescimento deixa de ser instável e se torna previsível.
Quer ver todos os detalhes dessa conversa? Assista ao vídeo completo do painel “Construindo um e-commerce escalável: do estoque ao cashback” e acompanhe os demais conteúdos do Fórum E-Commerce Brasil 2025 na página exclusiva.