6 Insights do Fórum ECBR para seu E-commerce
Baixe agora →
O Que é Storefront? Importância para o Comércio Digital
Entenda como a tecnologia do storefront aprimora a experiência do cliente e contribui para o sucesso do seu...
Continue lendoO varejo (na realidade, empresas de todos os setores) vive atualmente uma corrida rumo à Inteligência Artificial, em busca de ganhos expressivos de produtividade e eficiência. O que nem sempre fica claro, porém, é que é preciso primeiro consolidar a fundação da casa, antes de colocar o telhado no lugar.
Com todo o hype sobre IA, o ecossistema do varejo digital foi inundado por soluções do tipo “bolt-on”: camadas de Inteligência Artificial coladas diretamente sobre arquiteturas legadas, silos informacionais e sistemas monolíticos.
O resultado impressiona à primeira vista: as ferramentas conversacionais geram interações com calor humano e respondem o consumidor com naturalidade. No entanto, quando o cliente decide finalizar a compra, a engrenagem trava. A IA conversa, mas não converte.
O problema não está no modelo de linguagem (LLM) escolhido, e sim na falta de estrutura dos dados na camada mais básica do negócio. Em uma estrutura ainda sem dados bem estruturados, implementar LLM até funciona no início, mas não permite avançar por exemplo para agentes de IA que entreguem resultados.
Isso acontece porque Agente de IA sem dados de qualidade não é inovação: é achismo com uma nova roupagem.
Não basta plugar uma camada de Inteligência Artificial, ou uma API de IA, sob a estrutura atual, para transformar o e-commerce e acelerar conversão e vendas. Quando uma tecnologia de atendimento inteligente opera isolada dos sistemas transacionais e de estoque, a IA passa a elaborar respostas com base em informações parciais, desatualizadas ou corrompidas.
Essa desconexão demonstra o verdadeiro custo oculto de integração. É com a ausência de dados limpos, normalizados e estruturados que surgem alucinações nas plataformas, reduzindo a confiança dos clientes e gerando prejuízos para os negócios. Na prática, isso significa:
Para que a Inteligência Artificial atue como um canal de faturamento real e escalável, a arquitetura precisa mudar. O varejo exige que os dados estejam estruturados para sustentar transações autônomas (feitas por Agentes de IA) e proteger o negócio.
Para sair do campo do achismo e chegar à precisão matemática que entrega resultados, a lógica de adoção de IA precisa mudar. Primeiro vêm a infraestrutura e a unificação dos dados em uma única “fonte da verdade”- somente depois vem a camada conversacional. A inteligência só é possível se o dado for íntegro.
Essa é a filosofia de arquitetura que desenha o ecossistema tecnológico da Wake para gerar eficiência, agilidade e velocidade desde a raiz de dados até a execução na ponta. Nesse ecossistema, a tomada de decisão começa na camada de dados mais profunda.
É por isso que a Wake está desenvolveu o Wake Data Quality, que irá operar como o centro nervoso da operação dos negócios. Sua função será unificar, em uma única fonte de verdade, diversas variáveis do varejo:
Sem essa centralização estruturada, qualquer modelo de IA opera com visões parciais, o que abre margem para análises equivocadas e perda de desempenho. O dado limpo da CDP é o combustível que garante a precisão de toda a operação do varejo impulsionado pela Inteligência Artificial.
Uma vez que os dados estejam estruturados, entra em operação a camada de inteligência analítica da Wake. Dashboards desenvolvidos e acionados por IA mostram o resultado do cruzamento de dados de vendas, mídia, marketplaces e logística em tempo real. Isso elimina a tomada de decisão baseada em relatórios com informações fragmentadas e atrasadas, permitindo que o varejista atue com a velocidade necessária para proteger suas margens e aproveitar oportunidades de venda.
Para que agentes externos (como instâncias customizadas de ChatGPT, Gemini ou Claude) consigam interagir com o ecossistema do e-commerce, é preciso contar com uma infraestrutura de “tradução”. O MCP (Model Context Protocol) é um protocolo aberto que funciona como a ponte física e lógica entre a IA e os dados, em tempo real.
O MCP garante que o agente de IA navegue de forma segura pelo catálogo, verifique o estoque real e envie os produtos diretamente para o checkout da Wake. O resultado é a transformação de uma conversa em um carrinho de compras pronto para conversão.
Quando o pedido é gerado pela IA, o Wake OMS entra em ação para orquestrar os processos logísticos. O sistema decide, de forma autônoma, qual é o melhor ponto de origem para o atendimento de cada pedido, calculando variáveis como custo de frete, prazo de entrega, margem do produto e estoque local disponível. O Wake OMS garante que a promessa de entrega feita pela IA aconteça na prática, garantindo que a venda se concretize.
Essa infraestrutura é completada pelo Wake AI Ready, uma camada de informação que prepara o e-commerce para expor o catálogo corretamente para os agentes de IA e aceitar transações autônomas. Para isso, o Wake AI Ready usa catálogos estruturados, legíveis por máquinas e APIs nativas (dentro do conceito de Checkout Headless).
Para o sucesso do e-commerce na era dos agentes de IA, o mais importante não é escolher o chatbot mais amigável – é garantir a maturidade da infraestrutura de dados do negócio. O sucesso da aplicação de IA no varejo depende de executar as seguintes etapas:
Quando aplicada ao negócio, a IA precisa gerar resultados de duas maneiras: entregar uma experiência personalizada, fluida e inteligente para o consumidor, ao mesmo tempo em que garante a rentabilidade e as margens do varejista. Para que essa sincronia aconteça, a infraestrutura de dados sempre precisa vir primeiro.
Para entender como preparar sua arquitetura de dados e conhecer as soluções tecnológicas para o Unified Commerce, fale com um consultor da Wake.